DIÁRIO DE BORDO

Caravana na capital! Projetos realizam etapa no Parque do Caiara no Recife

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Em sua primeira passagem do ano por uma capital, a Caravana do Esporte e a Caravana das Artes se deparam com um desafio comum às grandes metrópoles brasileiras: a desigualdade social. São traços distintos e extremos na histórica Recife, capital de Pernambuco, que recebe os projetos educacionais entre os dias 28 e 31 de agosto. A iniciativa, que já atuou em outras regiões da capital, se volta para o bairro de Iputinga, às margens do rio Capibaribe.

 

Recife tem é reconhecidamente uma das capitais mais importantes do Brasil, com especial valor histórico para o país, desde os tempos de Capitania de Pernambuco, quando foi centro de grandes revoluções que traçam o caminho para a independência e o fim do Império. A mais antiga capital brasileira acumulou riquezas com a cultura da cana de açúcar e do Pau-Brasil. São questões históricas deste porte – além, é claro, de uma série de outros fatores –  que formam extremos com reflexos nos dias atuais. Hoje ao invés de título de capital mais rica, Recife é a mais desigual, de acordo com o Coefiente Gini (índice que mede a desigualdade social).

 

Nem por isso Recife deixa de ser um destaque com o melhor Índice de Desenvolvimento Humano e PIB (Produto Interno Bruto) do Nordeste, além de possuir o quarto maior aglomerado urbano nacional.  A cidade com fortes extremos abarca a qualidade de ser a terceira capital a promover coleta de esgoto na América do Sul –  depois apenas de Montevidéu, no Uruguai, e Rio de Janeiro – e hoje ter 40% da população em situação inadequada de abastecimento e coleta sanitária.

Capital pernambucana foi comparada com a cidade italiana de Veneza. | Foto: Divulgação

Capital pernambucana foi comparada com a cidade italiana de Veneza. | Foto: Divulgação

A “Veneza Brasileira”, como nomeou o romancista francês Albert Camus, reserva belezas naturais e arquitetônicas. São referências barrocas tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, embora muitos monumentos não tenham sido preservados.

 

Os rios que cortam o centro e diversos locais de Recife caracterizam a cidade. O bairro de Iputinga, onde a Caravana atuará, está na região de várzea da zona oeste e foi um dos que mais sofreu na maior enchente da capital, em 1975. As cheias continuam a ser um problema mais de 20 anos depois do incidente que deixou Recife submersa.

 

Da música à literatura, o Recife de prosa e versos

 

Centro de Pernambuco, Recife preserva as manifestações culturais que caracterizam o estado como o Maracatu, o frevo, o movimento Manguebeat e o famoso Carnaval dos bonecos gigantes.

 

O destaque não se limita a música, com a expressão de importantes nomes da literatura brasileira como Gilberto Freyre, João Cabral de Melo Neto, Clarice Lispector, ucraniana radicada em Recife e do dramaturgo Nelson Rodrigues. É da capital pernambucana também, um dos maiores pensadores da educação, Paulo Freire, cujos princípios também estão presentes na metodologia dos projetos.

 

As referências da capital nas obras musicais e literárias não são poucas. João Cabral de Melo Neto, por exemplo, nasceu às margens do Rio Capibaribe, onde estarão os projetos na próxima semana. Lá não estaremos sozinhos, porque um galo sozinho não tece o amanhã; ele precisará sempre de outros galos.

 

Caravana do Esporte e Caravana das Artes

Local: Parque do Caiara – Av. Maurício de Nassau, s/n, Iputinga, zona oeste de Recife.
Abertura: 28 de agosto – Teatro Beberibe – Centro de Convenções de Pernambuco.
Ação: dias 29, 30 e 31 de agosto.

 

 

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