DIÁRIO DE BORDO

Música e educação com Eduardo Brechó na Caravana das Artes em Boiçucanga

Eduardo Brechó é o nome da Caravana das Artes em Boiçucanga. | Foto: Divulgação

Eduardo Brechó é o nome da Caravana das Artes em Boiçucanga. | Foto: Divulgação

Em Boiçucanga, em São Sebastião, o cantor Eduardo Brechó conhecerá a Caravana das Artes pela primeira vez, depois de muito ouvir falar do projeto. A arte educacional, no entanto, ele já conhece bem, uma vez que ela define toda sua trajetória artística.

 

“Eu fico até meio sem jeito de distinguir arte de educação, colocando a arte como algo fundamental, um ente que faz parte diretamente da cultura e todas as manifestações e expressões. É difícil desvincular a arte da cultura e naturalmente a cultura da educação”, explicou.

 

O músico, cuja a influência artística vem do rap nacional, considera que a arte é uma maneira de comunicação, logo deve ser responsável por trazer aprendizados e representatividade para diversas comunidades. “O hip hop e o rap nacional me deram toda uma formação de identidade e uma verdade em relação ao cotidiano da minha vida, as coisas que eu vivia e o tipo de artista que eu queria ser”, detalhou Eduardo Brechó, cujos próprios aprendizados vieram em forma lírica.

 

“A música foi a principal veia e é assim até hoje, através da história das canções, muitas coisas que eu aprendo são através das coisas que eu conheci nos discos”, afirmou.

 

A Caravana das Artes também trabalha com enorme respeito às identidades locais e mesmo viajando por todo o Brasil traz nas ações elementos que configuram a cultura de cada região. O cantor Eduardo Brechó reconhece a importância de se trazer identidade, sobretudo quando fala da influência africana na cultura brasileira, algo que marca sua formação e precisa alcançar as crianças.

 

“Eu trabalho esses elementos de uma matriz africana na minha música porque faz parte da minha vivência”, pontuou. Para ele, o reconhecimento da cultura africana e suas grandezas é uma forma de se combater o racismo com educação. “É muito importante em um contexto racista para levantar a autoestima de todos afrodescendentes, então a gente tem que trabalhar a riqueza do legado dos africanos que vieram para o Brasil de maneira correta, sem distorção. De maneira não leviana, não estereotipada! Vai ajudar muito, porque para muitos é novidade ainda a riqueza das civilizações africanas”, concluiu.

 

Eduardo Brechó segue na expectativa de sua estreia na Caravana que começa nesta quarta-feira (06) e se estende até o dia 8, sexta-feira. Ele dividirá as atividades na arena e o palco do Sarau Caravana com a amiga Luciana Oliveira, cantora e professora do Instituto Mpumalanga, responsável pelas metodologias aplicadas na Caravana das Artes.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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