DIÁRIO DE BORDO

Simplificar para massificar, Alessandra Oliveira releva segredo do esporte na infância

Do jeito que ela gosta! Alessandra Oliveira adora estar entre as crianças. | Foto: Celia Santos/Instituto Mpumalanga.

Do jeito que ela gosta! Alessandra Oliveira adora estar entre as crianças. | Foto: Celia Santos/Instituto Mpumalanga.

A cesta com cerca de três metros de altura e a bola pesada não parece uma boa combinação para se ensinar basquete na infância. Muitos esportes inibem o iniciante porque, logo no primeiro contato, apresentam uma barreira quase intransponível para a maioria das crianças. Alessandra Oliveira, medalhista olímpica de basquete, está longe de se enquadrar entre as crianças baixinhas, mas entende perfeitamente a necessidade de um esporte adaptado para os pequenos praticantes.

 

“Simplificando o esporte você consegue massificar a modalidade”, afirmou Alessandra. “Antes de se profissionalizar tem que apresentar a modalidade, independentemente de qual seja, de um modulo lúdico. De brincar, de estar ali gostando de praticar uma atividade física”, simplificou a jogadora duas vezes medalhista olímpica.

 

Alessandra trabalha com um projeto de uma bola menor e mais leve para se ensinar crianças a jogarem basquete, uma mão desenhada na bola também ajuda os pequenos a entender o processo do arremesso com mais facilidade. Na Caravana, ela encontra uma quadra feita de materiais reaproveitados, com cestas de vários tamanhos pensadas para as crianças e bolas menores, talvez por isso a atleta se sinta tão à vontade com pequenos.

 

“Eu sou muito criança, eu adoro estar com eles”, concordou a jogadora, chamada pelos amigos de “criança grande”. Com dois metros de altura não poderia ser aclamada de pequena, mas com o humor elevado e o riso fácil fica fácil identificar a origem do apelido na figura de Alessandra. “Eu me identifico demais com eles, essa espontaneidade, sinceridade e a vontade de aprender, quero mostrar para eles que eles são capazes, para eles não terem medo de errar”, acrescentou.

Brincar com esporte é uma das alegrias da "criança grande". | Foto: Celia Santos.

Brincar com esporte é uma das alegrias da “criança grande”. | Foto: Celia Santos.

 

O carinho com a Caravana do Esporte não é escondido por Alessandra Oliveira, que sempre faz questão de ressaltar a identificação com o projeto. Além de proporcionar a relação próxima com as crianças, a atleta tem as mesmas ideias educacionais da iniciativa. “O esporte é um meio que pode melhorar o Brasil e é isso que a Caravana fomenta, esse também é meu objetivo de vida”, reforçou.

 

Alessandra Oliveira ainda deixa o seu alerta para quem não é mais criança. “Atividade física faz bem qualquer faixa etária, o clima do Brasil é maravilhoso, não precisa  só ficar escondido dentro de uma academia”, aconselhou.

Fazer cesta para gostar do basquete, Alessandra defende um esporte adaptado para as crianças. | Foto: Celia Santos/ Instituto Mpumalanga.

Fazer cesta para gostar do basquete, Alessandra defende um esporte adaptado para as crianças. | Foto: Celia Santos/ Instituto Mpumalanga.

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