DIÁRIO DE BORDO

Vozes do Purus: A história indígena continua!

Que tal olhar para a natureza pelos olhos de quem entende? Emporamento audiovisual de indígenas é esperança para as culturas da floresta.

Que tal olhar para a natureza pelos olhos de quem entende? Emporamento audiovisual de indígenas é esperança para as culturas da floresta.

As histórias não precisam de um ponto final. Elas podem, sim, terminar em reticências. Podemos nos abster do desfecho, mas não de um começo. O início da história do Vozes do Purus é dado antes mesmo desta narrativa ganhar nome.

 

Em 2015, as equipes da Caravana do Esporte e da Caravana das Artes iniciaram uma expedição pela Amazônia como uma das etapas do projeto – a mais desafiadora até então. Aquela longa viagem, a imersão nas aldeias indígenas e convívio no barco, as vivências inesquecíveis, transformaram invariavelmente o modo de pensar dos gestores e professores que compõem a iniciativa. (Veja um dos relatos da expedição)

 

Um retorno ao Médio Purus, região atendida pelo projeto naquela oportunidade, era certa. O trabalho com os indígenas não merecia um ponto final. As pretensões de retorno ganharam nome e forma com o Vozes do Purus, uma iniciativa do Instituto Mpumalanga para além dos projetos Caravana do Esporte e Caravana das Artes.

 

“A ida ao Purus é uma maneira de reforçar a parceria do Instituto Mpumalanga com as lideranças indígenas da região. Acreditamos que a identidade daqueles povos está relacionada com a manutenção da língua materna”, ressaltou a diretora do Instituto Mpumalanga.

Adriana Saldanha em diplomação de jovens na primeira realização do Vozes do Purus, em 2016.

Adriana Saldanha em diplomação de jovens na primeira realização do Vozes do Purus, em 2016.

 

O Vozes do Purus nasce para que essa história nunca termine. Além das metodologias de esporte e artes educacionais que já norteiam os projetos, essa iniciativa também abraça recursos audiovisuais. Empoderar os próprios indígenas para retratarem sua história e seus saberes é uma forma de combater a ameaça de extinção dessas culturas e também trazer à tona o ponto de vista dos moradores da floresta.

 

“Nos próximos dias, a equipe de professores do Instituto Mpumalanga vai contribuir para a construção desse processo pedagógico. O comprometimento das lideranças indígenas da região é muito forte e isso abre as portas para desenvolver um trabalho em nome da educação indígena”, reforçou Adriana.

 

No ano passado, a primeira edição do Vozes do Purus levou computadores, câmeras e o conhecimento das técnicas para os indígenas. Agora, além de verificar o conteúdo já produzimos, damos continuidade ao processo de aprendizagem. Os editores audiovisuais do Instituto Mpumalanga entram em ação mais uma vez como professores nessa empreitada.

 

Em uma história sem ponto final damos aos personagens a autonomia sobre essa construção narrativa…

Sempre personagens de uma história contata pelos outros, os indígenas têm a oportunidade de protagonizar produção  audiovisual.

Sempre personagens de uma história contata pelos outros, os indígenas têm a oportunidade de protagonizar produção audiovisual.

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